Jung e a Psicologia Analítica

Carl Gustav Jung foi um médico psiquiatra que dedicou sua vida ao estudo do inconsciente. No início de sua carreira como Psiquiatra, já realizando estudos a respeito do Inconsciente, se uniu a Freud nos primórdios da Psicanálise. Entretanto, em suas pesquisas da alma humana se deparou com diversos fatores que transbordavam as fronteiras delimitadas por seu tutor e amigo. Assim, Jung se separa de Freud e dá início ao que se chamaria um dia a Psicologia Analítica.

Essa abordagem terapêutica busca relacionar os aspectos inconscientes da personalidade aos aspectos já conscientes, utilizando-se de métodos como análise de sonhos, expressões artísticas, imaginação ativa, entre outros, que tem a intenção de revelar os sentidos e significados das imagens que surgem ao analisando, a fim de que cada vez mais conscientes de si mesmos, os indivíduos possam se sentir mais plenos e soberanos em suas vidas.

Uma das coisas que também é muito importante na Psicoterapia Junguiana é buscar permitir que as pessoas fortaleçam seu potencial, sua criatividade e capacidade de lidar com os problemas de maneira mais tranquila e segura.

Os conflitos que vivemos são uma oportunidade de olharmos para nossas vidas e de encontrarmos um meio de conviver melhor com nossas qualidades e defeitos.

A Psicoterapia Analítica parte do princípio de que existe um sentido para tudo o que ocorre na vida de todos nós – e esse sentido é a realização de um propósito maior em nossa existência.

À medida em que a terapia avança, podemos nos aproximar cada vez mais de nossa Natureza essencial. Esta possibilidade é o que permite o encontro íntimo e sagrado conosco e pode trazer a sensação de uma realização pessoal, mas mais do que isso, um sentimento de unidade com a vida.

Os Sonhos

Na Psicologia Analítica, uma das principais ferramentas utilizadas na terapia são os sonhos. Os sonhos contêm imagens e associações de pensamentos que não são criadas pela intenção consciente. Eles aparecem de modo espontâneo, sem nossa intervenção e revelam uma atividade psíquica alheia à nossa vontade arbitrária. O sonho é, portanto, um produto natural e altamente objetivo da psique, do qual podemos esperar indicações ou, ao menos, pistas de certas tendências básicas do processo psíquico.

Normalmente, o sonho retrata a situação interna do sonhador, cuja verdade e realidade o consciente reluta em admitir, ou não aceita de todo.

Na psicoterapia, ao compreendermos o significado de um sonho, damos passos importantes em nosso desenvolvimento interior e nos abrimos a novas possibilidades que antes estavam ocultas devido à postura de nossa consciência ou devido a atitudes que nos desviavam do nosso verdadeiro caminho.

Muitas pessoas, ao iniciarem a terapia, dizem não ter sonhos. Isso é um equívoco! Primeiro, é preciso esclarecer que todas as pessoas tem sonhos, mas muitas vezes não se lembram ao acordar. Segundo, que no decorrer da psicoterapia, a grande maioria das pessoas acabam se lembrando de seus sonhos, o que costuma acontecer em média entre 2 a 4 semanas de terapia.

Importante ressaltar que um psicoterapeuta treinado jamais parte para uma interpretação de sonhos sem antes vasculhar as diversas associações pessoais a pessoa faz com o próprio sonho, bem como ampliar o sonho através de associação com conteúdos históricos ou mitológicos.

Por que fazer a Psicoterapia Junguiana?

A Psicoterapia tem como objetivo auxiliar pessoas em dificuldades que elas não se veem capazes de resolver sozinhas. O terapeuta é um profissional dotado de técnicas que podem auxiliar os pacientes a viver melhor, trazendo-lhes um maior entendimento da sua dor, mas também ferramentas que podem permitir às pessoas viver mais plenamente.

Durante a terapia, o analisando é convidado a explorar com o terapeuta, num espaço seguro e sigiloso, sentimentos, pensamentos e fantasias que formam o pano de fundo do conflito sentido pelo paciente.

Os motivos que trazem as pessoas ao consultório são problemas diversos que causam alguma forma de sofrimento emocional.

Crises nos relacionamentos, crises no trabalho, ansiedade, depressão, doenças de fundo emocional, transtornos de pânico, transtornos alimentares, obesidade, bullying, entre muitas outras coisas. É através desses problemas que uma pessoa costuma sentir a necessidade de buscar ajuda.

A Terapia

Dessa forma, inicia-se o tratamento analítico. Na terapia de abordagem junguiana, analista e paciente sentam-se frente a frente. Jung aboliu o divã porque achava necessário um confronto direto e pessoal.

Jung aconselhou o analista a estudar o máximo e aprender tudo que puder. Contudo, quando estiver em contato com o paciente, deve se abrir para a realidade singular que se apresenta a cada sessão de terapia. Ao mesmo tempo em que essa postura humaniza a terapia, também traz o desafio do envolvimento, pois Jung acreditava que o envolvimento emocional é uma parte essencial da alquimia da terapia.

Os Psicoterapeutas da EDUCACENTER, buscam trazer essa realidade para o consultório de forma ética e responsável.

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